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riscos_e_rabiscos

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Um estranho animal chamado homem…

                            

  

                                     

     Can’t live WITH them, can’t live WITHOUT them!

Talvez seja o animal mais procurado e cobiçado ao cimo da terra. Para algumas vale ouro mas para outras, vale coisa nenhuma. Existem de várias cores e feitios. Uns melhores e outros piores. Mas o que é certo é que a dada altura todas querem ter um… HOMEM.

Fazem-nos sofrer, não nos compreendem e alguns são até cruéis.

Eles gostam mesmo é de ser eles a comandar, a impôr as suas vontades sem pedir opiniões ou sugestões a ninguém.

Dizem ser nossos amigos, até nos dão miminhos e oferecem prendas. Mas quantas vezes não há um jogo de interesses por trás?

Eles não nos compreendem ( porque não querem!) e nós não os compreendemos a eles. Será por sermos de sexos opostos? Mas não dizem que os opostos se atraiem? Devíamos dar-nos às mil maravilhas…

Efectivamente, não conheço ninguém que não tenha problemas com o seu homo sapiens sapiens.

Uma coisa parece ser comum a todos, não importa idade, estatuto social ou situação económica: sofrem todos de falta de iniciativa. E se não for as Marias a puxar a carroça, a coisa não anda.  

E depois não têm estofo para enfrentar as dificuldades da vida. Foge-lhes o chão, é uma tragédia grega e descontam os problemas nos outros, principalmente em nós, as tais Marias.

As Marias têm de aguentar tudo: os problemas pessoais, da casa, do trabalho e ainda ser mal-compreendidas e levar com os “desabafos” masculinos que às vezes até doem. Ah! Falta a famosa acusação masculina quando não querem ouvir umas boas verdades: “ela está com TPM”. Ora façam-me o favor!

Outro dos grandes problemas do sexo oposto é a falta de diálogo. É que nós mulheres gostamos de debater os assuntos, ouvir sugestões e opiniões para, finalmente, tirar conclusões. Ainda existem alguns seres que fingem ouvir mas na hora de responder ao nosso “ o que achas?” é que são elas. “Faz o que quiseres…”, respondem eles. E nós fazemos. Mas quando eles percebem que, afinal, até deviam ter dado uma opinião, é tarde demais. E lá ouvem as Marias novamente.

Existem outros que sempre que sonham que as Marias têm um problema, mudam de planeta, fecham-se numa concha, desligam o telemóvel e apagam todo e qualquer registo da sua existência. Nós não. Se o sapienszinho tem um problema, nós movemos céu e terra para os ajudar, só não fazemos o que não pudermos. Vamos à luta de mangas arregaçadas e com os dentes afiados à mostra: “Quem ousou fazer mal ao meu homo?”

A conclusão que eu tiro disto tudo é que, no fim das contas, somos nós que levamos o barco adiante, embora muitas vezes não seja evidente para não ferir a sua masculinidade. É que se assim não fosse a esta hora ainda estávamos na Era da Pedra Lascada….